Meditação

MEDITAÇÃO

A meditação é uma das técnicas mais simples da terapia holística ou medicina complementar para equilibrar quase que imediatamente os altos níveis de estresse causados pela rotina da vida ou dos problemas. Ela faz com que o cérebro trabalhe numa onda elétrica mais sutil denominada de “alfa”. Este estado mental é aquele em que estamos calmos, serenos, onde controlamos nossas emoções e sentimentos sem que eles nos afetem.
A prática diária da meditação melhora a capacidade mental, estimula o vigor, melhora a disposição e, principalmente, nos faz consciente de nossa vida e nos traz discernimento.
Originária da Índia, a meditação se encontra intimamente ligada as práticas do yoga; também está inserida em várias religiões orientais como o taoismo e o budismo. Cada qual possui sua forma particular de praticar a meditação, algumas estão inclinadas ao universo espiritual, outras a saúde ou ao bem estar.

As técnicas para se atingir o estado meditativo são inúmeras, o objetivo é diminuir a frequência de pensamentos através de um olhar para dentro de si, em silêncio, com o corpo e mente relaxados.
A autopercepção como uma prática constante e prolongada, segundo os mestres yogui no campo mais sutil, ajuda a fazer uma conexão com nossa essência divina. Já no nível mais material, corporal, a prática da meditação ajuda a equilibrar ansiedade, melhora o funcionamento dos órgãos internos, principalmente o coração, favorecendo a várias doenças crônicas como hipertensão, transtorno de ansiedade, síndrome do pânico, etc.
Ela é largamente utilizada nas terapias holísticas, alternativa ou vibracional, como um aspecto básico para se aplicar os elementos necessários para a cura de todos os corpos, tanto sutis como físicos. Dessa forma, meditação tornou-se sinônimo de concentração, capacidade de autoanálise, relaxamento do corpo, equilíbrio emocional, oração, autocura , autoajuda e transcendência espiritual. É importante saber a diferença existente entre relaxamento e meditação, claro que um complementa o outro.
O relaxamento tem por objetivo fazer com que nos desliguemos da tomada ou seja com que façamos que o corpo físico e mental sejam relaxados, através de exercícios de respiração, posturas do yoga , etc.
Já no caso da meditação trabalhamos nos três aspectos principais do ser:
– Físico; mental, emocional e espiritual.
O primeiro passo para meditarmos é praticar todos os dias em períodos curtos, passando a estendê-los até chegar o seu tempo melhor.
No geral, 20 minutos são o suficiente. Ao meditarmos percebemos nossa essência, encontramos o equilíbrio e paz. Também reduz a ansiedade, o desejo latente de resolver tudo
do dia para a noite, tornando a respiração equilibrada, melhorando a oxigenação do sangue e, consequentemente, a atividade cerebral; também equilibrando a frequência cardíaca e a pressão sanguínea, que por sua vez, melhora as condições metabólicas de todos os órgãos.

Técnica Zen-Budista

Uma das técnicas dessa corrente do budismo é a meditação andando do monge Thich Nhât Hanh. Ao caminhar, conte os passos e sincronize-os com a respiração.

Fonte: Revista O atma nº 192 – Julho 2016

CONHEÇA ALGUMAS TÉCNICAS DE MEDITAÇÃO

A meditação é um excelente instrumento de autoconhecimento.
Existem técnicas para praticá-la. Há os que praticam de olhos abertos, os que entoam mantras, outros andando, sentado, num lugar silencioso ou não, enfim o praticante pode escolher os recursos que se encaixam no seu perfil para alcançar o estado meditativo.

A percepção das melhorias pelo ato de meditar varia de pessoa a pessoa, seja pela qualidade, quantidade e tempo de duração da prática. O importante é ter uma firmeza de propósito, disciplina e regularidade para criar o hábito, sem se preocupar com os resultados, mas estes certamente virão. Muitos textos hindus afirmam que bastam 20 minutos diários para desencadear as mudanças na vida dos praticantes.

Dentre as muitas técnicas que conduzem a mente ao estado meditativo,
citamos algumas:

Budismo japonês / hinduísta do tantrismo

Sente com a coluna alinhada, pernas cruzadas. Se tiver problemas no joelho pode ficar com as pernas esticadas. É uma das mais comuns e simples de fazer. Concentre-se na respiração, nas batidas do coração ou na pulsação do corpo. Feche os olhos e focalize o fluxo de ar que entra e sai de seus pulmões.
Essa técnica é aplicada no budismo japonês. Se uma pessoa está ansiosa e agitada, o gesto de inspirar e expirar o ar longamente simboliza expelir o que está incomodando. É a saída do excesso
de peso, propiciando um estado de serenidade.
A prática hinduísta do tantrismo se concentra nas pulsações e o taoísmo, baseado na filosofia chinesa, nos batimentos cardíacos.

Cristã e bhakti-ioga

O foco da meditação são as divindades, orações ou textos sagrados. Resgatada pelo monge beneditino inglês John Main (1926-1982), está baseada na repetição de um mantra (palavras sagradas ou sons). Sente-se com as costas retas em um lugar tranquilo, duas vezes ao dia, no período da manhã e à noite. Feche os olhos e repita o mantra Maranatha, que em aramaico significa “Venha, Senhor. Venha, Senhor Jesus”.

Transcendental

Técnica que não requer concentração ou contemplação. É baseada na repetição de um mantra só conhecido pelo iniciado recebido de um instrutor autorizado pela Sociedade Internacional de Meditação que é regida pelas orientações de seu monge Thich Nhât Hanh. Ao caminhar, conte os passos e sincronize-os com a respiração.

Dinâmica

Criada especialmente para os ocidentais pelo líder espiritual Mohan Chandra Rajneesh, o Osho, a técnica mistura elementos de várias culturas, como: músicas, danças e movimentos para se conectar com o presente.

Raja Yoga

O foco é a reflexão. Sentados numa posição confortável e de olhos abertos, os praticantes mentalizam pontos positivos da natureza humana, como perdão, bondade, generosidade, compaixão e amor incondicional.

Concentração

Mantras, mandalas, formas geométricas ou cores são o ponto de atenção. É comum nas práticas hinduístas e budistas.
Os praticantes concentram-se num desses aspectos e fazem com que pensamentos e emoções se direcionem a ele.

Fonte: Revista O Atma nº 195 – Outubro/ 2016